[Supervisionado por um advogado especializado em patentes] 5 vantagens da entrevista de patente (entrevista com o examinador) | Estratégias para reverter motivos de rejeição e aume

Introdução: A notificação de motivos de rejeição não é o “fim”, mas sim um “convite ao diálogo”
“Apesar de ter apresentado o pedido de patente com toda a confiança, recebi uma ‘notificação de motivos de recusa’ do Instituto de Patentes...”
“As observações do examinador são severas, e estou preocupado, pensando se não terei outra escolha a não ser desistir”
“Será que consigo realmente transmitir a minha intenção apenas com a petição de oposição e a correção?”
No processo de solicitação de patente, não é nada raro se deparar com esses obstáculos. Ao ver uma notificação repleta de termos jurídicos complexos e palavras negativas, muitos requerentes provavelmente se sentem como se tivessem recebido uma sentença de que “sua invenção não tem valor”, e ficam à beira de desistir.
No entanto, como advogado de patentes em atividade, afirmo com toda a certeza:
A notificação de motivos de rejeição é um “processo de ajuste” para a obtenção da patente, e não um momento para desistir.
Pode-se dizer, ao contrário, que o examinador está lançando uma bola, sugerindo: “Se corrigir isso, talvez seja possível obter a patente” ou “A explicação aqui está insuficiente, por isso gostaria que me esclarecesse”. O meio mais eficaz para transformar essa situação difícil em uma oportunidade e conduzir a um registro que seja a virada definitiva é a “entrevista de patente (entrevista com o examinador)”, que explicarei neste artigo.
Normalmente, o exame de patentes é centrado na troca de correspondência, mas esse procedimento, no qual se conversa diretamente (ou online) com o examinador para discutir a essência da tecnologia e o escopo dos direitos, torna-se um trunfo capaz de melhorar drasticamente a taxa de registro de patentes (taxa de aprovação) se for utilizado adequadamente.
Neste artigo, a partir da perspectiva de um advogado de patentes que já participou de inúmeras entrevistas de patente e conquistou registros de reviravolta, explicaremos detalhadamente os benefícios e riscos pouco conhecidos da entrevista de patente, bem como as razões pelas quais se deve recorrer a um advogado de patentes. Ao terminar de ler este artigo, a notificação de motivos de rejeição em suas mãos deverá parecer um “bilhete para a obtenção dos direitos”.
1. O que é uma entrevista de patente (entrevista com o examinador)?
Primeiramente, vamos organizar o panorama geral da entrevista de patente como conhecimento básico.
A entrevista de patente (nome oficial: exame por entrevista) é um procedimento no qual o requerente (ou o advogado de patentes que o representa) se comunica diretamente com o examinador do Instituto de Patentes responsável pelo caso.
O exame de patentes no Japão segue, em princípio, o “princípio do escrito”. O exame avança por meio da troca de “documentos”, como os documentos de pedido, a notificação de motivos de recusa e as respostas e correções a ela. No entanto, há limites para transmitir 100% de tecnologias de ponta, mecanismos complexos ou diferenças sutis de nuance em relação à tecnologia existente (por exemplo, “textura macia” ou “operabilidade intuitiva”) apenas por meio de texto.
É por isso que este sistema foi criado, a fim de eliminar divergências de entendimento entre as partes e conduzir o exame de forma fluida e precisa.
A tendência atual é a “entrevista online”
Antigamente, o formato "presencial", que exigia deslocamento até o Escritório de Patentes em Toranomon, Tóquio (atualmente, pode haver transferência temporária devido a reformas no prédio), era a tendência dominante; no entanto, atualmente, a "entrevista online" utilizando o Microsoft Teams tornou-se a prática comum.
Com isso, mesmo empresas regionais e responsáveis pelo desenvolvimento com agendas lotadas podem participar facilmente de suas próprias instalações, sem precisar arcar com tempo de deslocamento ou custos de viagem. Como é possível discutir enquanto compartilha desenhos e dados experimentais na tela do computador, a comunicação se torna tão eficiente quanto a presencial, ou até mesmo mais.
2. A documentação por escrito não é suficiente? Cinco grandes vantagens de realizar entrevistas de patente
Por que é necessário se dar ao trabalho de falar pessoalmente com o examinador? Não basta redigir cuidadosamente uma petição?
Para resumir, a entrevista supera outros meios no aspecto de “formar um entendimento mútuo (consenso) com o examinador em um instante”. As vantagens específicas são as 5 a seguir.

Vantagem 1: É possível descobrir a “verdadeira opinião (intenção)” do examinador
A notificação de motivos de rejeição é um documento oficial baseado na lei. Por isso, a redação é formal e contém muitas expressões padronizadas.
Por exemplo, suponha que haja uma observação de que “não há progressividade (a invenção poderia ter sido facilmente feita por um especialista na área)”. No entanto, muitas vezes não é possível deduzir do texto da notificação nuances mais detalhadas, como “qual parte específica foi considerada fácil” ou “o que precisa ser corrigido para que a patente seja concedida”.
Ao realizar uma entrevista, é possível extrair do examinador “opiniões sinceras” como as seguintes:
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“Na verdade, não consegui entender bem o significado técnico desta parte.”
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“Gostaria que você esclarecesse melhor a diferença entre esta descrição da literatura citada e a sua invenção”
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“Para ser sincero, acho que poderíamos aprovar o registro se a definição desse termo na reivindicação fosse mais clara”
Dessa forma, como é possível confirmar diretamente a “impressão do examinador” que não está escrita no documento, é possível evitar o risco de apresentar uma contestação inadequada.
Vantagem 2: É possível ter uma ideia do que funciona na proposta de correção (consulta prévia)
Não é exagero dizer que esta é a maior vantagem na prática.
Normalmente, quando se apresentam formalmente uma petição ou um pedido de correção, se o conteúdo for insuficiente, receber-se-á novamente uma notificação dos motivos de rejeição (ou uma decisão de rejeição), tornando difícil voltar atrás.
No entanto, em uma entrevista, é possível fazer uma consulta prévia (apresentação de rascunho) perguntando: “O que o senhor acha se fizermos a correção desta forma?”.
Em resposta a isso, o examinador, embora sem caráter juridicamente vinculativo, fornece feedback (impressões) na hora, como “com essa proposta de correção, os motivos de rejeição seriam eliminados” ou “isso ainda não é suficiente”.
Em outras palavras, como é possível “verificar a resposta” antes de apresentar a documentação formal, evita-se um troca de correspondência desnecessária, e a probabilidade de obter o registro de primeira vez aumenta consideravelmente.
Vantagem 3: É possível esclarecer imediatamente mal-entendidos técnicos
Especialmente em áreas de nicho ou tecnologias de ponta, mesmo os examinadores podem não ter um conhecimento especializado perfeito na área. Escrever longas explicações técnicas complexas por escrito não faz sentido se não forem compreendidas pelo leitor.
Em uma entrevista, é possível explicar verbalmente de forma flexível, utilizando desenhos, amostras, vídeos, quadros brancos e outros recursos. Perceber na hora “os pontos em que o examinador estava equivocado” e corrigi-los imediatamente é uma vantagem exclusiva do diálogo.
Como diz o ditado “ver é melhor do que ouvir”, há muitos casos em que a atitude do examinador se suaviza no momento em que se mostra uma demonstração do produto real, e a compreensão avança rapidamente.
Vantagem ④: leva à obtenção rápida dos direitos
A repetição de trocas de correspondência, incluindo o tempo de envio pelo correio e o período de espera pelo julgamento, resulta em perdas que podem variar de meses a anos.
Se for possível chegar a um acordo sobre a estratégia durante a entrevista, em muitos casos é possível apresentar a petição de correção formal imediatamente a seguir e obter rapidamente a decisão de registro. Em situações em que se prioriza a agilidade dos negócios, como quando a data de lançamento do produto já está definida ou quando se deseja agir rapidamente para conter a concorrência, a entrevista se torna uma ferramenta poderosa para economizar tempo.
Vantagem ⑤: Possibilidade de almejar um escopo de direitos mais “amplo”
Uma patente não é algo que basta “ser registrada”. Se o escopo dos direitos for muito restrito (limitado), ela se tornará uma “patente inutilizável”, facilmente contornada por outras empresas.
Ao tentar adotar uma estratégia conservadora apenas por meio de documentos, tende-se a reduzir significativamente os direitos. No entanto, na entrevista, é possível negociar com o examinador para encontrar o limite máximo de “até onde é possível ampliar o escopo”.
A possibilidade de fazer negociações do tipo “em troca de ceder nesta parte, quero manter este conceito mais amplo” pode ser considerada o maior prazer da entrevista.
3. Por que é necessário um advogado de patentes? Os riscos de “ir sozinho”
“Como sou eu (o inventor) quem melhor conhece o conteúdo da invenção, não seria melhor ir sozinho à entrevista?”
Talvez haja quem pense assim. É claro que a presença do próprio inventor é extremamente benéfica e bem-vinda. No entanto, a realidade é que uma entrevista sem um advogado de patentes (entrevista apenas com o inventor) apresenta um risco elevado.
Isso porque a entrevista de patente não é uma “apresentação técnica”, mas sim um “fórum de negociação do escopo dos direitos legais”.
Risco 1: A armadilha do “estigma da admissão”
Este é o ponto mais preocupante.
Nem tudo o que é dito na entrevista fica registrado, mas fica na memória do examinador ou em suas anotações (relatório da entrevista).
Suponha que, levado pelo clima do momento e pensando que seria melhor, você tenha deixado escapar algo como “essa tecnologia, na verdade, é semelhante à tal que já existe há muito tempo...” ou “essa parte não é importante”.
Se, mais tarde, essa parte se tornar o ponto-chave para a concessão da patente, isso resultará em uma contradição lógica (estigma do contradito), do tipo “Você disse naquela ocasião que isso não era importante, não foi?”, o que acabará prejudicando você mesmo.
Isso se tornará um ponto fraco fatal no futuro, quando uma empresa rival solicitar um julgamento de invalidação da patente ou quando você tentar exercer seus direitos e for contestado com o argumento de que “isso está fora do escopo dos direitos”.
O advogado especializado em patentes conhece bem o que “não se deve dizer” e conduz as negociações evitando declarações que possam ser juridicamente desvantajosas.
Risco 2: É necessária a “tradução” entre tecnologia e direito
Os examinadores são, ao mesmo tempo, “técnicos” e “juristas”. Eles tomam decisões com base no livro de regras que é a Lei de Patentes.
Por mais que o inventor fale com entusiasmo: “Esta tecnologia é incrível! Dediquei muito esforço a ela!”, se isso não for convertido na lógica da “progressividade (obviedade) nos termos da Lei de Patentes”, não terá impacto no examinador.
O advogado de patentes desempenha o papel de intérprete, traduzindo a “paixão técnica” do inventor para uma “lógica jurídica” que convença o examinador. Sem essa função de tradução, o tempo passa sem que haja um entendimento mútuo.
Risco 3: O momento certo para jogar as cartas de negociação (Matsu, Take, Ume)
A entrevista é uma negociação. Se tentarmos fazer valer todas as nossas reivindicações, chegaremos a um impasse; se dermos ouvidos demais ao que a outra parte diz, nossos direitos ficarão comprometidos.
Um advogado de patentes experiente prepara antecipadamente várias propostas de correção (planos).
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Plano [Pine]: Escopo de direitos amplo e assertivo
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Plano [Bambus]: Ponto de equilíbrio realista
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Plano [Ume]: Linha de defesa mínima a ser garantida
Interpretando a expressão facial do examinador e as nuances de suas declarações, ele toma decisões instantâneas como “vamos começar com a proposta ‘Matsu’” ou “a situação parece complicada, vamos mudar para a proposta ‘Take’”. Esse senso de equilíbrio é uma habilidade exclusiva de profissionais com vasta experiência.
4. Caso de sucesso: grande reviravolta da “recusa” para o “registro” na entrevista
Apresentamos um caso real tratado por nosso escritório (※parcialmente alterado por motivos de sigilo).
【Caso A: Startup do setor de TI (patente de software)】
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Situação: Invenção de um aplicativo que utiliza um algoritmo exclusivo. No entanto, foi rejeitado com base na citação de uma patente existente de uma grande empresa, sob o argumento de “falta de novidade (apenas uma combinação de tecnologias existentes)”.
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Resposta: Realizamos uma entrevista online. Compartilhamos a tela de demonstração do aplicativo real (em desenvolvimento) e explicamos visualmente o fluxo de processamento exclusivo que não poderia ser alcançado pelas patentes existentes. Além disso, o advogado de patentes argumentou logicamente que “não existe motivação na literatura citada para resolver essa questão”.
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Resultado: O examinador ficou convencido, comentando: “Entendo, essa diferença no procedimento de processamento influencia tanto a experiência do usuário?”. Obteve-se acordo quanto à diretriz da proposta de correção, e o registro da patente foi concluído com sucesso.
[Caso B: Fabricante de máquinas (equipamentos de fabricação)]
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Situação: Invenção de um equipamento de usinagem de metais. Apenas com os desenhos, a especificidade da estrutura não era transmitida, e a invenção estava sendo erroneamente considerada “igual à tecnologia convencional”.
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Resposta: Na entrevista, utilizando um gráfico comparativo preparado pelo advogado de patentes, explicamos os pontos problemáticos (fatores de impedimento) da tecnologia convencional. O inventor apresentou, na hora, os dados experimentais de precisão de usinagem.
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Resultado: A impressão do examinador melhorou. Conseguimos obter a garantia de que “a patenteabilidade seria reconhecida mediante a adição de restrições numéricas às reivindicações”, levando ao registro com a manutenção de um amplo escopo de direitos.
5. Fluxo da entrevista de patente (da solicitação ao registro)
Apresentamos o fluxo geral quando se contrata um advogado de patentes para realizar a entrevista.

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【Análise da notificação de motivos de rejeição】
O advogado de patentes analisa a notificação e elabora a estrutura lógica da contestação. Nesta fase, avalia-se se “a entrevista será eficaz”.
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【Reunião e elaboração da estratégia】
Consultamos o cliente para confirmar o escopo dos direitos que deseja proteger. Elaboramos uma “proposta de correção (rascunho)”. Esta é a fase de preparação mais importante.
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【Solicitação da entrevista】
O advogado de patentes entra em contato com o Instituto de Patentes e solicita a entrevista. Atualmente, é comum que seja designada uma ferramenta de videoconferência.
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【Realização da entrevista de patente】
Participam o examinador, o advogado de patentes e, se necessário, o inventor. A duração é normalmente de 30 a 60 minutos. O advogado de patentes conduz a discussão.
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【Apresentação de documentos oficiais (parecer e pedido de correção)】
Com base no acordo alcançado na entrevista, elaboramos os documentos oficiais e os apresentamos ao Instituto de Patentes.
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【Decisão de Registro】
Se tudo estiver conforme o acordado, a “decisão de registro” será emitida imediatamente.
6. Perguntas frequentes (FAQ)
P. Quanto custa?
R. Varia de acordo com o escritório, mas geralmente, além dos custos normais de elaboração do parecer, são cobrados custos pela participação na entrevista (por hora ou honorários fixos). No entanto, considerando o custo de várias trocas de correspondência e o risco de perder os direitos, pode-se dizer que a relação custo-benefício total é muito alta. Para mais detalhes, faremos um orçamento.
P. É necessário lidar com o processo em inglês?
R. A entrevista com o examinador do Instituto de Patentes do Japão será realizada em japonês.
P. Ainda não recebi a notificação dos motivos de rejeição, mas posso fazer a entrevista?
R. Basicamente, a entrevista ocorre após a notificação dos motivos de rejeição; no entanto, em casos de exame antecipado ou em circunstâncias específicas, pode haver casos em que a explicação técnica seja realizada antes do início do exame. Entre em contato conosco para uma consulta.
Resumo: A entrevista de patente é um meio “ofensivo”
A entrevista de patente não é um mero “trâmite”. É um “meio ofensivo” para conquistar o apoio do examinador e obter direitos mais vantajosos.
É natural ficar desanimado ao receber a notificação dos motivos de rejeição, mas tente encarar isso como “ter conseguido um bilhete para dialogar com o examinador”. Com uma preparação adequada e o apoio de um advogado especializado em patentes com habilidade em negociação, é possível transformar um momento difícil em uma oportunidade.
Nosso escritório conta com diversos profissionais que dominam os “pontos-chave do exame”, incluindo ex-engenheiros e advogados de patentes veteranos e experientes.
Justamente nos casos em que “outros disseram que é impossível” ou “você quer a todo custo que essa patente seja aprovada”, não deixe de nos consultar. Nós transmitiremos diretamente ao examinador o valor da sua invenção, algo que não pode ser expresso apenas por escrito.
O prazo para responder à notificação de motivos de rejeição é fixo. Antes que seja tarde demais, solicite uma consulta gratuita através do formulário de contato. Vamos construir juntos a patente mais forte para proteger o seu negócio.
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Índice
- Introdução: A notificação de motivos de rejeição não é o “fim”, mas um “convite ao diálogo”
- 1. O que é a entrevista de patente (entrevista com o examinador)?
- 2. A documentação por escrito não é suficiente? 5 grandes vantagens de realizar uma entrevista de patente
- 3. Por que é necessário um advogado de patentes? Os riscos de “ir sozinho”
- 4. Caso de sucesso: grande reviravolta na entrevista, passando de “recusa” para “registro”
- 5. Fluxo da entrevista de patente (da solicitação até o registro)
- 6. Perguntas frequentes (FAQ)
- Resumo: a entrevista de patente é uma estratégia “ofensiva”
AUTOR / Redator
Takefumi Sugiura
Escritório de Propriedade Intelectual EVORIX – Advogado Representante
Presta assessoria a clientes de diversos setores, como TI, manufatura, startups, moda e medicina, desde o depósito de pedidos de patentes, marcas, desenhos industriais e direitos autorais até processos de julgamento e ações por violação. É especialista em estratégias de propriedade intelectual em áreas de ponta, como IA, IoT, Web3 e FinTech. Membro de várias associações, incluindo a Ordem dos Advogados de Propriedade Industrial do Japão, a Associação Asiática de Advogados de Propriedade Industrial (APAA) e a Associação Japonesa de Marcas (JTA).