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Guia prático do sistema de marcas no Brasil | LPI, INPI e a revisão das taxas de 2025 explicadas em detalhes por um advogado especializado em marcas

Gemini_Generated_Image_i3tddqi3tddqi3tdO sistema de marcas no Brasil tem como base a Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996, LPI), uma lei federal, e sistematiza as principais regras que abrangem desde o pedido, passando pelo exame, registro, cancelamento, nulidade e execução.Nos últimos anos, a prática operacional sofreu grandes mudanças com duas importantes alterações institucionais: a entrada em vigor do Protocolo de Madri, em outubro de 2019, e a revisão da tabela de taxas (automatização do primeiro decênio), com vigência a partir de 20 de setembro de 2025.Neste artigo, organizamos sistematicamente, do ponto de vista da prática dos advogados de patentes, desde a LPI, a operação do INPI, a estrutura de custos, a revisão de 2025, oposições/recursos/nulidades/cancelamentos por falta de uso, medidas alfandegárias, regras especiais para requerentes estrangeiros até as principais decisões do STJ.

Panorama geral do sistema de marcas no Brasil e órgãos relacionados

O sistema de marcas no Brasil tem como base a Lei Federal LPI (Lei nº 9.279/1996), sendo que o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é responsável pelo recebimento, exame, registro, publicação no RPI (Diário Oficial) e procedimentos administrativos (oposição, recurso e nulidade) relativos às marcas.Além disso, nos termos da LPI, o registro de contratos de transferência de tecnologia, franquia e similares (para fins de oposição) também é de competência do INPI.

Definição de marca e princípios básicos dos requisitos de registro

Princípios básicos da LPI: a marca deve ser umsinal perceptível visualmente” para que seja registrável. Portanto, marcas não visuais, como sons ou odores, estão excluídas do registro, pelo menos de acordo com a definição legal. A aquisição do direito depende, em princípio, de um registro válido, mas há disposições que reconhecem certa precedência ao usuário anterior de boa-fé.

Princípios gerais do procedimento (prazos, publicação, contagem de prazos)

Os prazos legais dos procedimentos do INPI decorrem, em princípio, em dias consecutivos (consecutive days), surtem efeito com a publicação e, em princípio, o início da contagem do prazo é o dia útil seguinte à publicação — uma prática diretamente ligada aos riscos operacionais, conforme estabelecido na LPI. Como a RPI (Revista da Propriedade Industrial, diário oficial) é o ponto de partida para todo o gerenciamento de prazos, é fundamental que o escritório institua um sistema de verificação por número de RPI.

Estrutura jurídica e tratados internacionais (LPI, Paris, TRIPS, Madri)

Tratados e legislação Posição no Brasil Impacto prático
LPI (Lei de Propriedade Industrial) Lei nacional fundamental (Lei nº 9.279/1996) Regulamentação abrangente de pedidos, exames, registros, cancelamentos, nulidades e violações (cíveis e criminais)
Convenção de Paris Direito de prioridade e marcas notoriamente conhecidas (6bis) A LPI também se baseia na convenção para definir a proteção de marcas notoriamente conhecidas e o direito de prioridade
Acordo TRIPS Padrões mínimos para os países membros da OMC Proteção de marcas (Parte II) + Medidas de execução e medidas nas fronteiras (Parte III)
Protocolo de Madri Entrou em vigor em 02/10/2019 A designação do Brasil por meio de registro internacional é institucionalmente possível

Procedimento de pedido e fluxo padrão até o registro

Pedido eletrônico (e-Marcas) e pagamento da GRU

Está explicitamente estabelecido que os pedidos de marca e outros pedidos relacionados no Brasil devem ser realizados por meio do sistema eletrônico do INPI, o “e-Marcas”. Para utilizar o e-Marcas, é necessário o número válido da GRU (Guia de Recebimento da União), e é obrigatório que o pagamento esteja efetuado antes do envio do formulário.

Classificação (Classificação de Nice, 12ª edição) e produtos e serviços designados

O INPI adota a 12ª Edição da Classificação de Nice (NCL(12)). Para a designação de produtos e serviços no momento do pedido, há duas opções:

Código 389 (pré-aprovada/vocabulário pré-aprovado): Método de seleção a partir do vocabulário pré-aprovado pelo INPI. O formulário exige a seleção de uma única classe, e está explicitado que os produtos e serviços designados devem estar contidos nessa mesma classe. Oferece alta estabilidade em termos de prática de exame e custos, sendo recomendado como linha de base.

Código 394 (livre preenchimento): Método que permite o preenchimento livre. Escolhido quando é necessária uma designação específica que não pode ser expressa pelo vocabulário pré-aprovado. As taxas são mais elevadas.

Em princípio, os produtos e serviços designados não podem ser alterados após o depósito do pedido, sendo as exceções limitadas a situações específicas, como a “restrição” solicitada pelo requerente. Portanto, a definição das designações no momento do depósito deve ser feita com cautela, levando em consideração o escopo de exercício dos direitos após o registro.

Fluxograma do processo, do pedido ao registro

1. Pesquisa de antecedentes e definição dos produtos e serviços designados: pesquisa de marcas anteriores idênticas ou semelhantes na base de dados do INPI
2. Pedido no e-Marcas: Pagamento da GRU → Envio do formulário (código 389 ou 394)
3. Verificação formal e recebimento: atribuição do número de pedido
4. Publicação no RPI (Diário Oficial): ponto de partida para o controle de prazos
5. Prazo para oposição: no prazo de 60 dias a partir da publicação (terceiros podem apresentar oposição)
6. Exame de mérito: avaliação abrangente do caráter distintivo, conflito com direitos anteriores (disponibilidade), etc
. Os casos com oposição são examinados após o procedimento de contestação do requerente
7a. DeferimentoRegistro e emissão do certificado (a partir de 20/09/2025, automático e gratuito)
7b. Indeferimento → Possibilidade de interposição de recurso no prazo de 60 dias (código 333, etc.)
8. Tribunal Superior do INPI e decisão administrativa final: se mantida, a ação judicial de nulidade também é uma opção
9. Gestão de direitos após o registro: cancelamento por falta de uso (após 5 anos) / renovação (a cada 10 anos) / processo de invalidação

Prazo padrão de análise (indicador oficial)

Indicadores de exame divulgados pelo INPI (resultados de 2024 até novembro):Casos
sem oposição: cerca de 17,4 meses (do depósito do pedido até a publicação do RPI da decisão de exame técnico) ・Casos
com oposição: cerca de 25,7 meses Com o sistema de emissão automática a
partir de 20/09/2025, há fatores que apontam para uma redução do tempo total necessário até a conclusão do registro.

Taxas oficiais (impacto prático da revisão de tarifas de 2025)

Alteração do sistema em vigor a partir de 20 de setembro de 2025

O ponto central da revisão de 2025:Anteriormente, o pagamento era feito em duas etapas: “taxa de depósito + (após o adiamento) primeira decena + emissão do certificado”; no entanto, para os casos depositados a partir de 20/09/2025 (389/394), etc., a primeira decena + emissão do certificado passaram a ser automáticas e gratuitas, tornando-se desnecessário o pagamento tradicional “após o adiamento (372/373)”.Com isso, o risco de perda de direitos por falta de pagamento foi praticamente eliminado.

Lista das principais taxas (1 classe, com descontos para determinadas categorias)

Categoria Código Conteúdo Normal (R$) Após desconto (R$)
Inscrição (pré-aprovada) 389 Inscrição (por turma) 360 / 880 180 / 440
Inscrição (resposta livre) 394 Inscrições (por turma) 420 / 1.720 210 / 860
Recurso (normal) 3.020 Oposição 520 260
Oposição (alegações limitadas) 3022 LPI 124 XIX Limitado (criado em 20/12/2025) 360 180
Recurso (geral) 333 Recurso de marcas (em sentido amplo) 700 350
Recurso (recusa, etc.) 3000 Recurso contra indeferimento, etc. 700 350
Renovação de registro (10 anos) 434 Prorrogação (normal) 1.240 620
Certificação de marca notória 393 Pedido de reconhecimento de marca de renome 37.580

Posicionamento estratégico da marca de alto renome: a certificação de marca de alto renome (alto renome) tem uma taxa de solicitação extremamente elevada, de 37.580 reais. Trata-se de uma proteção especial transversal (que abrange todas as classes), baseada no artigo 125 da LPI, sendo razoável limitá-la a casos estratégicos em que o “valor da marca e a necessidade de proteção transversal” sejam claros.

Critérios de exame e requisitos de registro (visibilidade e capacidade de distinção)

Elegibilidade para registro e tipos de marcas

A LPI define como tipos de marcas as marcas de produtos e serviços, marcas coletivas e marcas de certificação, e institui, como proteção excepcional, as marcas notoriamente conhecidas (notoriamente conhecida, derivada do Artigo 6.º-bis da Convenção de Paris) e as marcas de alto renome (alto renome, Artigo 125 da LPI).

Motivos de recusa (absolutos e relativos)

A LPI enumera os sinais que não podem ser registrados (misturando motivos de recusa absolutos e relativos). Os tipos representativos são os seguintes.

Principais motivos de recusa:
① Denominações genéricas e indicações descritivas (falta de caráter distintivo)
② Símbolos oficiais (bandeiras, brasões, etc.)
Símbolos que causam confusão com marcas anteriores de terceiros (recusa relativa)
④ Conflito com marcas notoriamente conhecidas (o INPI pode recusar de ofício)
⑤ Violação da ordem pública e dos bons costumes, etc.

Avaliação da semelhança e “disponibilidade”

Na análise de mérito do INPI, a legalidade, o caráter distintivo, a veracidade e a disponibilidade do sinal são avaliadas de forma abrangente. Em particular, a “disponibilidade” é explicada como um conceito que questiona “se o sinal está disponível no mercado”, tendo como premissa os pedidos e registros anteriores. O conceito de “novidade”, tal como entendido na prática japonesa, manifesta-se no Brasil principalmente como a existência ou não de conflito com direitos anteriores (recusa relativa).

Oposição, recurso, nulidade e caducidade por falta de uso

Lista dos principais prazos

Procedimento Prazo Data de início Fundamento
Oposição 60 dias (dias consecutivos) Dia útil seguinte à publicação no RPI LPI
Contra-argumento à oposição 60 dias Dia útil seguinte à notificação LPI
Recurso contra a decisão de indeferimento 60 dias No dia útil seguinte à publicação da decisão LPI Disposições gerais
Nulidade administrativa (processo administrativo de nulidade) Dentro de um determinado prazo após o registro Concessão do registro LPI
Nulidade judicial 5 anos (prazo para ajuizamento) Concessão do registro, em princípio LPI
Caducidade por falta de uso Requerimento possível após 5 anos da concessão Concessão do registro LPI
Renovação (prorrogação) A cada 10 anos Data de registro LPI

Recurso e caráter definitivo do procedimento administrativo

A LPI estabelece, como princípio geral, que, salvo disposição em contrário, é possível interpor recurso contra as decisões previstas na lei no prazo de 60 dias, sendo o prazo para contestação também de 60 dias. A decisão é proferida pelo Presidente do INPI, encerrando o procedimento administrativo. No entanto, a LPI também estipula expressamente que não é possível interpor recurso contra decisões de concessão de registro de marca, sendo necessário, após a concessão do registro, contestar por meio de outro canal (invalidação/caducidade por falta de uso).

Preparação para a caducidade por falta de uso

Regra de caducidade por falta de uso após 5 anos: após o decurso de 5 anos a partir da concessão do registro, terceiros podem requerer a caducidade por falta de uso, caso sejam cumpridos os seguintes requisitos:
① Não ter iniciado o uso
; ② Não ter usado por 5 anos consecutivos
; ③ Uso de forma que altere o caráter distintivo, etc
. Após o registro, a base da defesa consiste em preservar sistematicamente as provas de início e continuidade do uso (notas fiscais, anúncios, embalagens, exibições em comércio eletrônico, etc.).

Resposta à violação e execução (medidas civis, criminais e alfandegárias)

Reparação civil (cessação, indenização por danos, medida cautelar, penhora)

A LPI estipula expressamente que é possível buscar reparação civil independentemente da ação penal e estabelece disposições relativas ao cálculo de indenização por danos e à liminar. Em particular, no que diz respeito à liminar (cessação da violação), está previsto o poder de emitir uma ordem para evitar danos, mesmo que sob condição de prestação de garantia, antes da intimação do réu.

Cálculo de lucros cessantes: é possível escolher o critério de cálculo mais favorável à vítima.
① Lucros que a vítima
teria obtido; ② Lucros obtidos pelo infrator
; ③ Valor equivalente a royalties razoáveis
. Além disso, a LPI prevê disposições relativas à penhora, confisco e destruição de produtos falsificados, que são analisadas em conjunto com a preservação de provas.

Recurso penal (crimes contra marcas registradas e concorrência desleal)

A LPI prevê tipos de crimes contra o registro de marcas (reprodução, alteração, importação, exportação, venda e estoque de produtos com marcas falsificadas, etc.) e crimes de concorrência desleal. As normas processuais penais, como a necessidade de queixa (em princípio, é necessária a queixa de um particular), também estão previstas na mesma lei.

Medidas alfandegárias e aperfeiçoamento recente do sistema

A LPI estabelece que as autoridades aduaneiras podem apreender, por iniciativa própria ou mediante requerimento de parte interessada, produtos com marcas falsificadas, alteradas ou imitadas, bem como produtos com indicação de origem falsa, durante a inspeção aduaneira. Além disso, recentemente, o seguinte aperfeiçoamento institucional vem sendo promovido.

Tópicos recentes sobre medidas na fronteira:
SCP (Sistema de Combate à Pirataria): sistema de cooperação para a proibição de importação oferecido pelas autoridades aduaneiras aos titulares de direitos de marca
; ・ADI RFB nº 3/2025: circular que organiza as medidas de apreensão e confisco (perdimento) relativas à importação de produtos falsificados (publicada em 2025)
. A estrutura está sendo aperfeiçoada no sentido de se alinhar aos padrões mínimos de medidas na fronteira do Acordo TRIPS.

Em disputas de marcas, é viável combinar medidas de cessação e apreensão previstas na LPI com medidas de tutela provisória e produção antecipada de prova previstas no CPC (Código de Processo Civil), de acordo com o tipo de caso (produtos falsificados da Comunidade Europeia, estoques de fábrica, circulação transfronteiriça).

Práticas para requerentes estrangeiros (representantes, procuração, Madri)

Obrigação de nomeação de um agente no país

Requisitos obrigatórios para requerentes estrangeiros: a LPI estabelece expressamente que os residentes no exterior têm a obrigação de “constituir e manter” um representante no Brasil para atuar em procedimentos administrativos e judiciais. Como é exigido um poder de representação que inclua a autoridade para receber citações, a garantia de um representante permanente, e não apenas para casos específicos, é um pré-requisito.

Requisitos da procuração

Requisitos Conteúdo
Idioma Português
Autenticação Não é necessária autenticação consular nem autenticação de assinatura
Prazo de apresentação No prazo de 60 dias a partir do primeiro ato processual (o não cumprimento do prazo resulta em arquivamento definitivo = indeferimento do pedido)

Risco prático da procuração: se o prazo de 60 dias for ultrapassado, o pedido de marca poderá ser arquivado definitivamente (arquivamento definitivo). Em casos de clientes estrangeiros, é necessário padronizar o processo “obtenção da assinatura → tradução simplificada → apresentação dentro do prazo” e priorizar a gestão de tarefas com foco na rapidez da obtenção da assinatura.

Diretamente no Japão (e-Marcas) vs. via Madri

Perspectiva Direto no Japão (e-Marcas) Via Madri (registro internacional → designação do BR)
Jurisdição/Ponto de entrada Pedido nacional junto ao INPI Registro internacional (administrado pela OMPI) + Designação BR (análise pelo INPI)
Classificação A aplicação da classe 389 pressupõe uma única classe Taxas individuais por classe (3011, etc.)
Representante Residentes no exterior devem ter um representante no país Pode ser necessário na prática para lidar com recusas, etc.
Gerenciamento centralizado de procedimentos Gerenciamento individual no país Gerenciamento centralizado por meio do número de registro internacional (renovações, etc.)

O Brasil está disponível como país designado pelo Protocolo de Madri desde 2 de outubro de 2019. No entanto, como o aumento do número de classes aumenta o impacto das taxas individuais, é necessário avaliar o ROI por portfólio. Além disso, mesmo por meio do Protocolo de Madri, um representante no país é necessário na prática para lidar com notificações de recusa, entre outras questões.

Principais decisões judiciais recentes (STJ)

As decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concretizam a “interpretação” das disposições da LPI. A seguir, apresentamos três casos importantes para a prática de marcas registradas.

Processo Questão em disputa Decisão e significado prático
Processo Speedo Exceção ao prazo de prescrição (em princípio, 5 anos) para ações de nulidade de registro Em casos em que a notoriedade e a má-fé são questões relevantes, a avaliação do comportamento das partes pode influenciar a conclusão. Foi apresentada a ideia de organizar gradualmente as relações de direitos por meio da recusa de renovação.
Processo Perdigão (REsp 1.787.676/RJ) Efeito retroativo da marca de alto renome A proteção da marca de alto renome tem efeito ex nunc e não produz efeito excludente retroativo sobre marcas já registradas antes do reconhecimento. A diluição deve ser entendida não no sentido geral de “notoriedade”, mas em conexão com o regime de marcas de alto renome previsto no artigo 125 da LPI.
Processo Fogo Olímpico (REsp 1.583.007/RJ) Proibição de registro prevista no artigo 124 da LPI e leis especiais No que diz respeito ao uso não autorizado de nomes e símbolos de eventos esportivos, o direito de exclusividade previsto em leis especiais pode prevalecer sobre os princípios de especificidade e especialidade da marca. É necessário um entendimento transversal não apenas da doutrina da Lei de Marcas, mas também das leis especiais relacionadas.

Lista de verificação prática e resumo

Fase
pré-pedido ☑ Pesquisar marcas anteriores (idênticas ou
semelhantes) no banco de dados do INPI ☑
Alinhar os produtos e serviços designados com o vocabulário pré-aprovado pelo INPI ☑
Elaborar o orçamento com base no código 389 (aplicação em classe única) ☑ Contratar um agente nacional e preparar a procuração (
em português) ☑ Em caso de expansão multinacional, comparar o ROI entre o caminho de Madri e o registro direto no país

Fase de depósito ~
publicação ~ exame ☑ Depósito no e-Marcas (GRU pago → envio)
☑ Detecção da publicação pelo
número RPI ☑ Monitoramento também da publicação de marcas de terceiros (prazo de oposição de 60 dias)
☑ Gerenciamento do prazo de 60 dias para interposição de
recurso contra a notificação de recusa ☑ Apresentação da procuração no prazo de 60 dias a partir do primeiro ato processual

Fase
pós-registro ☑ Para pedidos a partir de 20/09/2025, o certificado do primeiro decênio é automático e gratuito(eliminação do risco de esquecimento de pagamento)
☑ Gestão
da renovação de 10 anos (código 434) ☑
Armazenamento sistemático de provas de uso (faturas, anúncios, embalagens, indicações em comércio eletrônico) ☑
Preparação para o risco de cancelamento por falta de uso após 5 anos ☑ A licença torna-se oponível mediante registro (averbação) no INPI

Fase
de resposta à violação ☑ Combinação
de liminar e apreensão no LPI + medida cautelar no CPC ☑ Cálculo de danos por comparação de três métodos (lucro da
vítima, lucro do infrator, royalties) ☑
Preparação prévia de medidas na fronteira utilizando o SCP da Alfândega ☑ Resposta
à importação de produtos falsificados com base na ADI RFB nº 3/2025 ☑ Julgamento estratégico sobre denúncia criminal (necessária denúncia particular)

Resumo: Pontos-chave da estratégia de marcas no Brasil

O sistema de marcas no Brasil, além de possuir uma estrutura clara baseada na LPI, passou por duas mudanças institucionais — a entrada em vigor do Protocolo de Madri em 2019 e a revisão das taxas em 2025 (automatização do primeiro decênio) —, o que levou a uma grande evolução na prática.

Em primeiro lugar, a definição dos produtos e serviços designados determina tanto a amplitude dos direitos quanto os custos. Tomar como base o vocabulário de aprovação prévia do INPI (código 389) e restringir a operação à premissa de uma única classe é razoável tanto do ponto de vista da prática de exame quanto da eficiência de custos.

Em segundo lugar, a gestão de prazos com base no RPI é a chave para a prevenção de erros. Os prazos que decorrem de forma consecutiva — 60 dias para oposição, 60 dias para recurso e 60 dias para contestação — devem ser controlados por meio de uma lista de verificação para cada número RPI.

Em terceiro lugar, após o registro, é essencial estar preparado para a caducidade por falta de uso após 5 anos. É necessário, logo após o registro, estabelecer um sistema para armazenar sistematicamente as provas de uso e estar preparado para responder a um eventual pedido de caducidade.

Em quarto lugar, para requerentes estrangeiros, a designação de um representante no Brasil e a apresentação de uma procuração em português (a ser apresentada no prazo de 60 dias) são requisitos institucionais obrigatórios. Em casos envolvendo clientes estrangeiros, é necessário um processo padronizado de integração.

Em quinto lugar, a resposta à violação deve ser estruturada em três níveis: civil, criminal e aduaneiro, abrangendo a LPI e o CPC, sendo que o uso do SCP aduaneiro e da ADI RFB nº 3/2025 de 2025 se tornam opções viáveis.

A obtenção e o exercício dos direitos de marcas no Brasil exigem um planejamento prático baseado na articulação entre a LPI, a operação do INPI, a jurisprudência do STJ e o regime aduaneiro. Recomenda-se que, para cada caso específico, o advogado de marcas japonês e o agente brasileiro trabalhem em conjunto para analisar o planejamento de designação, o gerenciamento de prazos e a estratégia de contencioso.

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Desde o depósito direto no Brasil (e-Marcas), passando pela designação via Madri, até oposições/recursos no INPI, ações por violação e medidas aduaneiras, nossos advogados especializados em marcas e patentes propõem uma estratégia de propriedade intelectual no Brasil alinhada à estratégia de negócios da sua empresa.

杉浦健文 弁理士

AUTOR / Autor

Takefumi Sugiura

Escritório de Propriedade Intelectual EVORIX – Advogado Representante

Apoiamos clientes de diversos setores, como TI, manufatura, startups, moda e medicina, desde o registro de patentes, marcas, desenhos e modelos e direitos autorais até julgamentos e ações por violação. Também somos especialistas em estratégias de propriedade intelectual em áreas de ponta, como IA, IoT, Web3 e FinTech. Pertencemos a várias associações, incluindo a Ordem dos Advogados de Propriedade Industrial do Japão, a Associação Asiática de Advogados de Propriedade Industrial (APAA) e a Associação Japonesa de Marcas (JTA).