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Rejeições por falta de atividade inventiva no Japão (Artigo 29, parágrafo 2): Como o examinador do JPO constrói a argumentação — e como refutá-la

Inventive Step Rejections in Japan (Article 29(2)): How the JPO Examiner Builds the Argument — and How to Take It Apart

O fundamento mais comum em uma notificação do Escritório Japonês em um processo na fase nacional é o Artigo 29(2) — falta de atividade inventiva. A boa notícia para os advogados estrangeiros é que os examinadores do JPO são obrigados a fundamentar a rejeição de maneira prescrita, passo a passo, de acordo com as Diretrizes de Exame. Cada passo representa um ponto em que o raciocínio pode falhar. Este artigo detalha o método do examinador conforme descrito nas Diretrizes e, em seguida, mostra em quais pontos a resposta deve se concentrar.

1. O Estatuto e o “especialista na área”

O Art. 29(2) nega a concessão de patente quando uma pessoa com conhecimentos técnicos comuns na área poderia facilmente ter realizado a invenção com base no estado da técnica listado no Art. 29(1) antes da data de depósito. As Diretrizes descrevem o especialista na técnica como alguém capaz de utilizar meios técnicos comuns para pesquisa e desenvolvimento, exercer criatividade comum — como seleção de materiais e alterações de projeto — e tratar todo o estado da técnica no campo relevante como seu próprio conhecimento — uma pessoa hipotética, não um indivíduo.

2. O Método do Examinador: Uma Invenção Citada Principal, as Diferenças, a Lógica

De acordo com as Diretrizes, o examinador (i) seleciona, dentre o estado da técnica, a única invenção citada mais adequada para a lógica — a invenção citada principal, normalmente uma do mesmo campo técnico ou de um campo próximo, ou com o mesmo problema ou um problema semelhante; (ii) identifica as diferenças entre a invenção reivindicada e a invenção citada principal; e (iii) tenta construir uma lógica (論理付け) pela qual o especialista na área chegaria facilmente à invenção reivindicada a partir da invenção citada principal, utilizando uma invenção citada secundária ou o conhecimento geral comum. Duas invenções citadas independentes não podem ser combinadas em uma única invenção citada principal, e a atividade inventiva é avaliada reivindicação por reivindicação.

3. Fatores que constroem a lógica — e fatores que a quebram

OrientaçãoFator (Diretrizes de Exame)
Contra a atividade inventivaMotivação para aplicar a invenção secundária à invenção principal: relação entre os campos técnicos; semelhança do problema; semelhança de função ou operação; sugestão nas invenções citadas
ContraA diferença é uma mera variação de design em relação à invenção principal citada, ou a reivindicação é uma simples agregação do estado da técnica
A favor da atividade inventivaEfeitos vantajosos da invenção reivindicada em relação à técnica citada
A favorFator de impedimento (阻害要因) — por exemplo, a aplicação da invenção secundária tornaria a invenção principal contrária ao seu próprio objetivo

As Diretrizes acrescentam que, se não houver uma invenção secundária correspondente à diferença e a diferença não for uma mera variação de design, a lógica não pode ser construída — e que os examinadores devem evitar o julgamento a posteriori.

4. Onde atacar: uma estratégia de resposta em quatro etapas

MossaO que verificar na Notificação
1. O ponto de partidaA invenção principal citada está realmente no mesmo campo ou se refere ao mesmo problema? O examinador efetivamente fundiu duas referências?
2. As diferençasTodas as características das reivindicações foram consideradas? Uma característica que o examinador tratou como divulgada, mas que a referência na verdade não ensina, é a falha mais comum
3. A motivaçãoQual dos quatro fatores é invocado? A mera relação com a área técnica é um argumento fraco; uma sugestão na referência é um argumento forte. A referência secundária resolve um problema diferente?
4. Os contrapondosEnsinamento contrário na referência principal; efeitos vantajosos que a técnica citada não alcança (apoiados pela descrição, confirmados por dados, quando disponíveis)

5. Alterar ou argumentar? Combinando os dois

Como a atividade inventiva é avaliada por reivindicação, uma primeira resposta eficaz geralmente faz as duas coisas: argumenta a favor da reivindicação independente com base nas falhas identificadas acima e altera — dentro da divulgação original (Art. 17-2(3)) — para adicionar uma característica dependente que a combinação citada não alcança. Se a Notificação for definitiva, as alterações limitam-se às categorias do Art. 17-2(5); consulte nosso guia sobre matéria nova e alterações em Notificações finais do Escritório. Os prazos e prorrogações para requerentes estrangeiros encontram-se no centro de Notificações do Escritório.

6. Observações práticas para casos traduzidos (PCT)

Duas questões se repetem em casos na fase nacional. Primeiro, a redação da reivindicação examinada é a tradução para o japonês: um termo traduzido de forma mais ampla do que o pretendido pode incluir a técnica anterior que a reivindicação original teria evitado — verifique a tradução da característica distintiva antes de argumentar. Em segundo lugar, os efeitos invocados devem constar na descrição conforme apresentada; uma especificação redigida no exterior que descreva resultados apenas qualitativamente ainda pode fundamentar um argumento, mas dados apresentados posteriormente podem apenas confirmar, e não criar, um efeito divulgado.

Perguntas frequentes

O examinador pode combinar duas referências como ponto de partida?
Não. As Diretrizes exigem que o examinador selecione uma invenção citada como a principal invenção citada e inicie a argumentação a partir dela; duas invenções citadas independentes não podem ser combinadas em uma única invenção citada principal. Se a Notificação parecer fazer isso, esse é um ponto a ser levantado.
Quais são os fatores de “motivação”?
As Diretrizes listam quatro: relação entre os campos técnicos, semelhança do problema a ser resolvido, semelhança de função ou operação e uma sugestão no conteúdo das invenções citadas. O examinador também deve considerar se a diferença é uma mera variação de design ou uma simples agregação da técnica anterior.
Quais argumentos pesam a favor do requerente?
Efeitos vantajosos da invenção reivindicada (em comparação com a técnica citada) e fatores de impedimento (阻害要因) — por exemplo, quando a aplicação da referência secundária iria contrariar o objetivo da referência principal. Os efeitos devem ser deduzíveis da descrição tal como apresentada; resultados não divulgados não podem ser introduzidos como matéria nova, embora possam ser apresentados dados experimentais que confirmem um efeito divulgado.
A atividade inventiva é avaliada reivindicação por reivindicação?
Sim. As Diretrizes exigem uma avaliação reivindicação por reivindicação. Uma reivindicação dependente pode ser mantida mesmo quando a reivindicação independente for rejeitada — razão pela qual uma resposta frequentemente combina argumentos sobre a reivindicação independente com uma alteração alternativa que incorpore uma característica dependente.
A retrospectiva é relevante na prática japonesa?
As Diretrizes alertam expressamente os examinadores contra a retrospectiva: interpretar a invenção reivindicada com base na técnica citada ou fazer com que a invenção pareça óbvia à luz de sua própria divulgação. Apontar onde o raciocínio se baseia em conhecimento disponível apenas no próprio pedido é um argumento legítimo.

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Isenção de responsabilidade

Este artigo fornece informações gerais sobre a prática de patentes no Japão em setembro de 2026 e não constitui aconselhamento jurídico. Prazos, taxas e práticas de exame podem sofrer alterações, e o prazo para um caso específico depende dos documentos efetivamente emitidos. Consulte um advogado de patentes japonês qualificado sobre sua questão específica.

Fontes